Glossário de viagens corporativas: 40+ termos explicados
TMC, NDC, duty of care, bleisure, GDS, RFP, OBT. As siglas que você precisa entender antes da próxima reunião de RFP ou comitê de orçamento — definidas em português, com exemplo do dia a dia corporativo.
Letra A
- ATPI — Advanced Travel Partner International
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Rede global de agências de viagens corporativas independentes que atuam de forma integrada para atender clientes multinacionais. Permite que TMCs regionais ofereçam cobertura mundial sem perder o atendimento local personalizado.
Ex.: uma empresa brasileira com filial em Lisboa pode contar com a mesma política e padrão de atendimento em ambos os países.
Letra B
- BSP — Billing and Settlement Plan
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Sistema da IATA que centraliza a emissão, faturamento e pagamento entre agências de viagens e companhias aéreas. Reduz risco financeiro e padroniza o fluxo de bilhetes aéreos em mais de 180 países.
Ex.: a PontesTur, como agência IATA, opera no BSP Brasil para emissão de bilhetes nacionais e internacionais.
- Bleisure — Business + Leisure Travel
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Junção das palavras "business" e "leisure", refere-se a viagens corporativas estendidas para incluir dias de lazer, normalmente em fins de semana. Tornou-se prática comum após a pandemia e exige regras claras na política de viagens.
Ex.: o executivo viaja para um congresso em Lisboa de quarta a sexta e permanece no sábado e domingo às próprias expensas.
- BTC — Business Travel Center
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Central de atendimento dedicada a viagens corporativas, normalmente operada pela TMC dentro da empresa cliente ou de forma remota. Concentra reservas, emissões, alterações e suporte 24/7 em um ponto único de contato.
Ex.: empresas com alto volume de viagens contratam um BTC in-company para atendimento exclusivo.
Letra C
- CBT — Corporate Booking Tool
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Software corporativo de reservas que integra políticas de viagem, aprovadores, tarifas negociadas e relatórios em uma única plataforma. Diferente do OBT genérico, é configurado por cliente.
Ex.: Concur, Argo e Lemontech são CBTs populares no mercado brasileiro.
Letra D
- DMC — Destination Management Company
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Operadora local especializada em receptivo, eventos e logística no destino. Oferece conhecimento da região, fornecedores credenciados e atendimento em idioma local, sendo essencial para MICE e incentive travel.
Ex.: para um congresso em Buenos Aires, a TMC contrata uma DMC argentina para traslados, jantares e tours.
- Duty of Care
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Dever legal e ético da empresa de zelar pela segurança, saúde e bem-estar do colaborador em viagem a trabalho. Inclui monitoramento de riscos, seguro adequado, comunicação 24/7 e plano de resposta a emergências.
Ex.: em caso de greve aérea ou instabilidade política no destino, a empresa precisa localizar e dar suporte ao viajante imediatamente.
Letra E
- E-ticket — Bilhete Eletrônico
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Bilhete aéreo emitido em formato digital, armazenado nos sistemas da companhia aérea e identificado por um localizador. Substituiu o bilhete físico em papel desde 2008 por exigência da IATA.
Ex.: o passageiro embarca apresentando documento de identidade e o e-ticket recebido por e-mail.
- ETIAS — European Travel Information and Authorization System
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Autorização eletrônica de viagem exigida pela União Europeia para cidadãos de países isentos de visto Schengen, incluindo o Brasil. É vinculada ao passaporte, válida por três anos e custa cerca de 7 euros.
Ex.: a partir da entrada em vigor, brasileiros precisarão solicitar o ETIAS antes de viajar à Europa.
Letra F
- FIT — Frequent Independent Traveler
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Viajante que monta o próprio roteiro, viaja sem pacote fechado e busca flexibilidade de itinerário. No corporativo, designa também o passageiro recorrente com perfil definido no sistema da agência.
Ex.: executivos com mais de 20 viagens anuais costumam ter perfil FIT cadastrado no PNR.
Letra G
- GDS — Global Distribution System
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Sistema global de distribuição que conecta agências de viagens a inventários de companhias aéreas, hotéis, locadoras e cruzeiros em tempo real. Os três principais são Amadeus, Sabre e Travelport (Galileo/Apollo).
Ex.: ao pesquisar tarifas em uma TMC, o consultor consulta simultaneamente dezenas de cias aéreas via GDS.
- GRT — Gestão de Riscos em Viagens
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Conjunto de práticas, ferramentas e políticas para identificar, monitorar e mitigar riscos durante a viagem corporativa. Engloba desde alertas climáticos e geopolíticos até suporte médico no destino.
Ex.: empresas com viajantes em zonas de risco contratam plataformas como International SOS ou Riskline.
Letra I
- IATA — International Air Transport Association
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Associação internacional que reúne mais de 320 companhias aéreas, responsável por 83% do tráfego aéreo mundial. Regula códigos de aeroportos, padrões de bagagem, BSP e credencia agências para emissão de bilhetes.
Ex.: a PontesTur possui credencial IATA, o que permite emissão direta de bilhetes aéreos internacionais.
- Incentive Travel — Viagem de Incentivo
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Viagem oferecida pela empresa como recompensa a colaboradores, parceiros ou clientes que atingem metas. Combina lazer, networking e reconhecimento, sendo um dos quatro pilares do MICE.
Ex.: a equipe comercial que bate a meta anual ganha uma viagem premiada para Punta Cana, com programação exclusiva.
Letra K
- KPI de viagens — Key Performance Indicator
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Indicadores-chave usados para mensurar a performance do programa de viagens corporativas. Os mais comuns incluem custo médio por viagem, antecedência de compra, adesão à política e taxa de uso do OBT.
Ex.: aumentar a antecedência média de compra de 7 para 21 dias pode reduzir o custo aéreo em até 30%.
Letra L
- LCC — Low Cost Carrier
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Companhia aérea de baixo custo que opera com modelo enxuto, cobrando à parte bagagem, marcação de assento e refeições. Permite tarifas base mais baixas, mas exige análise cuidadosa de extras na compra corporativa.
Ex.: Ryanair, EasyJet e Wizz Air são LCCs europeias frequentemente usadas em viagens executivas com orçamento restrito.
Letra M
- MICE — Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions
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Sigla que agrupa os quatro segmentos do turismo de negócios: reuniões, incentivos, congressos e exposições. Movimenta bilhões globalmente e exige operação especializada em logística, hotelaria e fornecedores.
Ex.: a PontesTur opera eventos MICE para clientes corporativos, desde reuniões internas até congressos com mais de mil participantes.
Letra N
- NDC — New Distribution Capability
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Padrão XML criado pela IATA para modernizar a distribuição de produtos aéreos, permitindo que cias aéreas ofereçam tarifas e ancillaries (bagagem, assento, lounge) diretamente às agências, fora do GDS tradicional.
Ex.: TAP, LATAM e Lufthansa já operam com canais NDC, exigindo que TMCs adaptem seus sistemas.
- No-show
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Situação em que o passageiro não comparece ao voo, hospedagem ou serviço reservado sem cancelamento prévio. Gera cobrança integral, perda do bilhete e, em alguns casos, cancelamento automático dos trechos seguintes.
Ex.: deixar de embarcar no trecho de ida pode cancelar automaticamente o trecho de volta do mesmo PNR.
Letra O
- OBT — Online Booking Tool
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Ferramenta online de reservas usada pelo próprio colaborador, com regras de política embutidas e fluxo de aprovação automatizado. Reduz o custo transacional e dá autonomia ao viajante respeitando a governança.
Ex.: o colaborador acessa o OBT, escolhe um voo dentro da política, e o gestor aprova ou recusa em um clique.
- Open Booking
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Modelo de reserva descentralizado em que o colaborador compra diretamente onde quiser (site da cia aérea, OTA, app) e a empresa captura os dados via integração de cartões e e-mails. Aumenta a satisfação, mas dificulta o controle.
Ex.: startups e empresas de tecnologia costumam adotar open booking pela flexibilidade, com Trip Actions ou Navan.
Letra P
- PNR — Passenger Name Record
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Registro único do passageiro no sistema do GDS ou da cia aérea, contendo nome, itinerário, contatos, formas de pagamento e observações. Identificado por um localizador alfanumérico de seis caracteres.
Ex.: ao precisar reemitir um bilhete, basta informar o PNR para que o agente recupere todos os dados.
- Política de Viagens Corporativas
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Documento que define regras, limites e processos para viagens a trabalho: classes permitidas, antecedência mínima, hotéis aprovados, diárias, reembolso e fluxo de aprovação. É a base da governança de gastos com viagens.
Ex.: a política pode restringir voos em classe executiva apenas a trajetos acima de 8 horas e cargos específicos.
Letra R
- RFP — Request for Proposal
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Documento formal usado pela empresa para solicitar propostas de fornecedores, comum em concorrências de TMCs, hotéis e cias aéreas. Define escopo, volume, indicadores e critérios de avaliação.
Ex.: ao trocar de TMC, a empresa publica um RFP com volumes anuais e exige propostas técnicas e comerciais.
- ROI de viagens — Return on Investment
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Retorno sobre o investimento em viagens corporativas, mensurado pelo resultado gerado (negócios fechados, contratos, networking) versus o custo total. Inclui despesas diretas, tempo do colaborador e produtividade.
Ex.: uma viagem de 5 mil reais que gera um contrato de 200 mil reais tem ROI de 40x.
Letra S
- Self-booking
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Prática em que o próprio colaborador realiza a reserva da viagem, geralmente via OBT corporativo. Pode coexistir com o atendimento humano da TMC para casos complexos como multitrechos, grupos ou emergências.
Ex.: viagens domésticas simples são feitas via self-booking, enquanto internacionais passam pelo consultor.
- SLA — Service Level Agreement
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Acordo de nível de serviço que define metas mensuráveis entre a TMC e a empresa cliente: tempo de resposta, disponibilidade do atendimento 24/7, prazo de emissão e índice de satisfação. Inclui penalidades e bonificações.
Ex.: SLA típico exige resposta em até 30 minutos no horário comercial e 2 horas fora dele.
Letra T
- T&E — Travel and Expense
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Sigla que agrupa o orçamento e a gestão integrada de despesas com viagens e reembolsos. Cobre desde a compra do bilhete até a prestação de contas com notas fiscais, cartões corporativos e auditoria.
Ex.: plataformas como SAP Concur e Lemontech unificam reservas e relatórios de despesas em um único fluxo T&E.
- Tarifa Corporativa
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Tarifa negociada com cia aérea, hotel ou locadora, com desconto e benefícios exclusivos para a empresa. Pode ser acessada via código de acordo (Tour Code) e está vinculada a volumes mínimos contratuais.
Ex.: empresas com volume aéreo acima de 1 milhão de reais anuais costumam obter de 5% a 15% de desconto em rotas frequentes.
- TMC — Travel Management Company
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Agência especializada em viagens corporativas que combina tecnologia, atendimento humano e governança para empresas. Diferente da agência de lazer, opera com SLAs, relatórios gerenciais e integração com sistemas internos do cliente.
Ex.: a PontesTur é uma TMC com 40+ anos de mercado, 600 clientes ativos e operação em 19 estados.
- Transfer In/Out
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Serviço de traslado entre aeroporto e hotel (transfer in) e do hotel ao aeroporto (transfer out). Pode ser regular (compartilhado), privativo ou executivo, e é parte essencial da logística receptiva.
Ex.: para um evento corporativo, a DMC organiza transfer in privativo para cada executivo que chega.
Letra U
- Upgrade
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Promoção do passageiro a uma classe superior, no avião (executiva, primeira), no hotel (suíte) ou no carro. Pode ser cortesia operacional, status frequente flyer ou compra com pontos/dinheiro.
Ex.: passageiros Smiles Diamante recebem upgrade automático em voos da LATAM quando há disponibilidade.
Letra V
- Visto Schengen
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Visto único que permite circulação livre em 29 países europeus do espaço Schengen. Brasileiros são isentos para turismo e negócios até 90 dias em qualquer período de 180 dias, mas precisarão do ETIAS a partir de 2026.
Ex.: para uma reunião em Paris seguida de feira em Berlim, o brasileiro entra com o passaporte e (em breve) o ETIAS.
- VTM — Virtual Travel Manager
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Profissional ou serviço que atua como gestor de viagens remoto da empresa, normalmente fornecido pela TMC. Substitui o travel manager interno em empresas de pequeno e médio porte, gerindo política, fornecedores e relatórios.
Ex.: empresas com até 200 colaboradores costumam terceirizar a gestão de viagens via VTM da própria TMC.
Letra W
- White-label travel
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Solução de viagens (plataforma, app ou OBT) revendida sob a marca da empresa cliente, sem expor o fornecedor original. Comum em programas de fidelidade, benefícios corporativos e marketplaces internos.
Ex.: a empresa lança um portal "Viagens da Companhia X" que, por trás, é operado por uma TMC com sua tecnologia.
Leitura recomendada
Artigos do blog que aprofundam os termos deste glossário com casos reais.
Coloque o vocabulário em prática
Conhecer os termos é o começo. Operar bem é outra história — e é onde 40 anos de TMC, tecnologia e plantão 24/7 fazem diferença mensurável no programa de viagens da sua empresa.